A diferença que fiz - Gutti Mendonça

23.9.15


Oi pessoal! A última resenha que fiz aqui no blog também foi de um livro do  Gutti, esse em parceria com o Federico Devito, o Mais Uma Chance. Diferente do segundo livro do autor, acho que pela primeira vez aqui no blog eu vou fazer a resenha de um livro mais que eu poderia contar da história sem dar spoiler pra vocês já bonitinho na sinopse. Mas, vou deixar tudo bonitinho aqui nas minhas palavras. 

Arthur Zanichelli tem 17 anos e é filho de Guilherme Zanichelli,  um médico conceituado e dono de um dos melhores hospitais do país. É um menino inconsequente, que tem tudo o que quer, mas não consegue perceber o valor daquilo que tem. Após perder a mãe quando tinha apenas 12 anos, Arthur toma raiva da vida e do mundo por ele ser tão injusto. Sempre procurando uma forma de se vingar e um culpado pelo o que aconteceu, o menino passa a fazer uma besteira atrás da outra, consciente, mas inconsequente. 
- Por ver que o Arthur não gosta de se misturar com essa gente, por ver que ele se indigna com as injustiças, que eu ainda tenho as minhas esperanças em relação a ele. Acho que um dia, assim como eu, ele vai ver que não adianta ter apenas ódio das injustiças e sim lutar contra elas. - Guilherme 
Quando numa madrugada seu pai recebe uma ligação de uma delegacia, o mesmo resolve tomar uma atitude drástica em relação ao menino, que para muitos é considerado um caso perdido. Porém, Guilherme resolve fazer uma última tentativa em relação a Arthur. Assim, Arthur segue para Pinheiros do Sul, para ser voluntário em um hospital. Onde o garoto, já chega causando o terror com o seu temperamento agressivo. 
- No final de cada felicidade que temos, vem a tristeza, justamente porque chegou ao fim, porque perdemos algo que vai nos fazer falta. O fim do ciclo é a tristeza, não o ódio, não a raiva, não o rancor...Se seu ciclo está terminando dessa maneira, tem algo errado, Arthur. - Yasmin
Passando um tempo, Arthur aprende a conviver no ambiente do hospital. Ouvindo histórias que nem imaginava que poderiam existir, o menino até se apega a algumas crianças. O problema vem quando ele novamente tem que conviver com a morte. O garoto começa a compreender algumas coisas da vida, mas muitas coisas ainda o perturbam. 

Tratando de um assunto mais adulto, dessa vez, o Gutti Mendonça se superou. Não só por tratar de um assunto mais sério em A diferença que fiz, fica claro como ele consegue transmitir quase todo tipo de sentimento ao leitor através da sua escrita. E ainda assim continuar com uma linguagem bem simples. 

Toda a parte gráfica também corresponde bem a história.  De início, pra quem leu o Mais Uma Chance vai logo se lembrar do livro, pelo fato da capa conter uma árvore (pelo menos, foi o que aconteceu comigo).  Porém, a arvore com balanço no descampado tem tudo a ver com a história. 


Pra quem achou que ia sentir falta da parceria com o  Federico, já pode matar a saudades logo no início do livro. O prefácio escrito por ele consegue te dar uma situada muito boa do que está por vir e até mesmo te preparar. Já que realmente acontece muita coisa do que é dito ali. 

A diferença que fiz é um livro que vai fazer você repensar o que tá fazendo com a sua vida. E aviso logo, você vai chorar no final.


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